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O Perigo das Queimadas

Há muito tempo se fala sobre os perigos associados às queimadas tanto no perímetro urbano quanto no meio rural. Mas, além da possibilidade de alastramento do incêndio e da contaminação do ambiente com fumaça e material particulado, ainda há os riscos potenciais para a infraestrutura do fornecimento de energia.

De acordo com a EPAGRI, o período em que ocorre o maior índice de queimadas é entre junho e outubro, sendo que no perímetro urbano a incidência maior é em terrenos baldios, em virtude do mato seco resultado das geadas e das podas de árvores. Nesta oportunidade, as pessoas aproveitam para atear fogo no mato, nos galhos secos, nos lixos e nos entulhos depositados nos terrenos ou até mesmo no próprio quintal de casa. No campo, em geral, a queimada é feita para limpar o solo antes do cultivo. A prática já é bastante polêmica, devido à sua eficácia, e as implicações podem ser ainda mais graves. Sem controle, o fogo pode se alastrar e atingir áreas maiores, com prejuízos incalculáveis.

Entre as cidades que mais sofrem as consequências dos incêndios acidentais está Lages, onde ocorrem acidentes no trânsito com certa frequência, principalmente pela fumaça que chega às rodovias, dificultando a visibilidade dos motoristas. O entorno da Serra do Tabuleiro, em Palhoça, é outra área acometida por queimadas acidentais, que costumam provocar graves danos à fauna e a flora da região. Recentemente, o Parque Florestal do Rio Vermelho, em Florianópolis, também teve cinco hectares de mata prejudicados pelas chamas de um incêndio acidental.

Para promover a conscientização sobre o assunto, a Celesc realiza diversas ações no sentido de alertar a população sobre os riscos das queimadas. O chefe da Agência Regional Lages, José Afonso Marin, reforça que é sempre necessário ficar atento aos focos de incêndio provocados pelos incêndios acidentais, substituindo essa prática por outras mais seguras para limpar terrenos e quintais. "Com o clima seco, diante de qualquer descuido, até mesmo xepas de cigarro acesas e equipamentos que produzem faísca podem causar um incêndio de grandes proporções, atingindo residências, rede elétrica e o que mais encontrar pela frente", observa.

Há pouco tempo, dois episódios movimentaram a Celesc de Lages. Em 4 de setembro, uma queimada atingiu o pátio de postes da Agência Regional e o Corpo de Bombeiros precisou ser acionado. As chamas começaram no campo da UDESC, mas o vento forte alastrou o fogo para o terreno da Agência, pois são áreas limítrofes. Esse incidente provocou a abertura de um alimentador, por conta da ionização do ar, deixando sem energia mais de seis mil unidades consumidoras.

Na tarde de 6 de setembro, outro incêndio causou a abertura de três alimentadores, também pela ionização do ar, na região central de Lages. Os Bombeiros agiram rapidamente, controlando o fogo e evitando a propagação para outros dois alimentadores. Porém, com a ação rápida da equipe, a reenergização dos alimentadores foi imediata.

Dica de segurança: Não faça queimadas, mesmo que não representem risco. Qualquer descuido, pode ser fatal.

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