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Antiga estação de piscicultura de Painel será reformada

A conhecida Base Avançada de Painel (BAP), e que recentemente passou às mãos do Governo do Estado, e que pelos próximos 25 anos será gerida pela Epagri, está sendo transformado num centro tecnológico na produção de alevinos de truta e de outras espécies. Os trabalhos já estão em execução. Conforme explica o gestor do agora chamado Centro Experimental, Vilmar Zardo, na semana que passou foi lançada uma licitação para a compra de novos equipamentos hidráulicos e de toda a tubulação para o escoamento da água da barragem que abastece os tanques de decantação. “A obra será construída em parceria entre o Governo e os municípios de Lages e Painel. Na semana que vem será também aberta licitação para a reforma do prédio administrativo”, adiantou.

Na questão técnica, a informação repassada é de que os profissionais da Epagri que atuam no Centro Experimental já percorreram todos os municípios da região e identificaram cinco ou seis propriedades de referência, incluindo o Colégio Agrícola de São José do Cerrito, para a criação de jundiá. A proposta nessas unidades mapeadas é a de fazer o total acompanhamento, do início ao fim, da produção do jundiá, aumentando a capacidade de produção da espécie nativa, gerando renda agregada nas propriedades.

A criação de truta, outra atividade aguardada com expectativa pelos truticultores também está avançando. Porém, é um trabalho requer mais atenção. O que se sabe, é de que a partir de janeiro de 2018, serão iniciadas as buscas de alevinos para formar o banco genético. Conforme explica o responsável pela Estação, Vilmar Zardo, incialmente tais buscas serão feitas na Região Serrana, mas com a consciência de que as matrizes precisam ser diferenciadas, por isso, numa segunda etapa, a procura será feita em estações de piscicultura no Estado de São Paulo.

Por outro lado, o início para a criação de trutas, também vai depender muito do desassoreamento da barragem de captação de água, pois, a espécie exige água de limpa e fria. Zardo ressalta que há pelo menos 16 anos a barragem não é desassoreada (limpada). A partir do funcionamento do equipamento hidráulico instalado na barragem, há possibilidade de que a limpeza ocorra naturalmente. Caso contrário terá que ser feita a dragagem da sujeira. “Dos dez metros de profundidade, pelo menos seis estão comprometidos pelo acúmulo de areia, entre outros detritos”, salientou.

Seja como for a estrutura está em funcionamento. Uma técnica, Dalila Furlan, já foi contrata para atuar na assistência de pesquisa, junto ao Centro Experimental, e está trabalhando no local. Além disso, há o acompanhamento de profissionais  do Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca (Epagri/Cedap), de Florianópolis.

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