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Festival de Bandas e Fanfarras serve como preparo ao Concurso Sulbrasileiro em Lages em 2018

Não é todo dia que se pode assistir a um show digno de aplausos sem pagar por isso, ainda mais em um sábado à tarde. Um verdadeiroshow de sincronia e evolução pôde ser visto no Ginásio Jones Minosso na tarde deste 25 de novembro. Em torno de 800 instrumentistas de 23 corporações se apresentaram no Festival de Bandas e Fanfarras Vitória Rodrigues da Silva, um dos eventos da programação dos 251 anos de Lages, promovido pela Associação Serrana de Bandas e Fanfarras (Asbafan) e Secretaria Municipal da Educação. A percussão tomou conta do Ginásio, com pratos, bumbo, caixa, espaço para lira e instrumentos de sopro. O evento iniciou com apresentações da Orquestra Sopros da Serra, com integrantes de dez a 62 anos.

As bandas são formadas por alunos da rede pública de Lages, Painel, Correia Pinto, São José do Cerrito, São Joaquim, Bocaina do Sul e Rio do Sul. Mais da metade são da anfitriã do Festival - 500, de 14 escolas. Cada agrupamento recebeu um troféu de participação como estímulo ao seu progresso. Devido aos 15 minutos para cada grupo, com execução de três canções ou pequenos trechos de várias, evitando-se desgaste e encerramento tardio, desta vez não houve participação da Megabanda, que tem 500 componentes, de 16 escolas.

Cada agremiação foi avaliada individualmente. As avaliações foram lacradas e entregues aos maestros. Não houve pontuação e nem classificação, pois o evento serviu como uma interação entre crianças e adolescentes de cidades diferentes. As considerações contidas nos envelopes terão os quesitos a serem melhorados, com o intuito de avalizar as corporações a participar do 11º Concurso Sulbrasileiro de Bandas e Fanfarras (Confabansul), em 15 e 16 de setembro de 2018, com 99% acertados de ser em Lages, com músicos de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul - 70 corporações com três a quatro mil alunos. 

 

Avaliação de incentivo 

Os três jurados (presidente da Associação de Bandas e Fanfarras do Estado de Santa Catarina - Abanfaesc -, Gilberto Orsi; o vice-presidente da Abanfaesc e maestro da banda da escola modelo Ella Kurth, de Rio do Sul, Marcelo Bertoldi, e o maestro da Orquestra Sopros da Serra, Luiz Augusto de Medeiros - Maraca) avaliaram musicalização, postura, marcha, garbo, alinhamento, afinação, arranjo, harmonia, cobertura (distância), metal-sopro e sincronia. “O que foi feito aqui é uma avaliação estimulativa”, diz Bertoldi. O próximo Festival será em 9 de dezembro em Laurentino. Estão ligadas à Abanfaesc 70 bandas, chegando a 100 contando as não vinculadas.

A secretária da Educação de Lages, Valdirene Vieira, recorda que ao longo da história houve diversas bandas de Lages em destaque nacional. “Esta era uma arte adormecida. Em 2017 viemos com tudo. As crianças estão entusiasmadas e hoje em dia a banda não aparece somente no 7 de setembro, é artística. Coreografias, ritmos e enredos diferenciados. Neste sábado foi dia de troca de experiências, de confraternização e não competição, para que as bandas da região não fiquem aquém as outras do Brasil.” O executivo de Turismo, Luís Carlos Pinheiro, acompanhou o evento. “A ideia é desenvolver um trabalho socioeducativo.”

O Festival tem o apoio da Secretaria Municipal da Educação, Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Fundação Cultural de Lages (FCL), Escola de Artes Elionir Camargo Martins e 26ª Gerência Regional de Educação (Gered).

O presidente da Asbafan, Douglas Antonio da Silva, lembra que a Associação e o Festival nasceram do sucesso da Megabanda e das bandas e fanfarras de Lages. “Do apoio de professores e estudantes. Os objetivos do Festival são a socialização, aprendizado, lazer, e homenagear Lages e a menina Vitória de forma justa. Cerca de 90% das bandas aqui nunca participaram de um Campeonato e em 2018 terão esta chance. A Abanfaesc está nos ajudando neste preparo. O sonho está só começando.” 

A Orquestra Soprano, banda de Painel e a mais distante, Rio do Sul 

O seleto grupo de 14 músicos da Orquestra Soprano, com alunos do Centro de Atenção Integral à Criança (Caic) Nossa Senhora dos Prazeres, não podia faltar. Na banda são 30 membros que alimentam o sonho de um dia também chegar à Orquestra, que existe há quatro anos. “Para quem tem experiência será ótimo estar no Concurso em 2018. Participar deste formato de Campeonato é novidade até para mim”, revela o maestro André Medeiros. Este foi o primeiro Festival da Orquestra.

Os ensaios são duas vezes por semana, mas se intensificaram desde outubro. A agenda de Natal começou no sábado (25) no 1º sorteio da CDL e segue no Natal Felicidade com a Anunciação, nos bairros, e no Tanque em 7 e 14 de dezembro, além do conserto no bairro Santa Catarina. João Paulo Khoh de Oliveira, 13 anos, trompetista, começou há cinco na Orquestra, em um Natal. “É muito bom porque a gente faz mais amigos e aprende a ter mais responsabilidade.”

A banda da Escola de Educação Básica (E.E.B.) Padre Antônio Trivellin, de Painel, conta com 30 membros e foi remodelada este ano depois de praticamente estar desativada. “Esta é a estreia deles em festivais e agora pertencem à Megabanda. O convite surgiu depois do desfile de 7 de setembro. Eles têm muita qualidade”, justifica a gestora Maria Rieth. A banda vinda de Rio do Sul tem 45 componentes e foi fundada há quatro anos. É campeã geral no 10º Confabansul, na categoria banda rítmica, e 1º lugar nas categorias banda rítmica infantil, mor e baliza. 

Quem foi Vitória? 

O Festival leva o nome da garota Vitória que em novembro de 2015 foi vítima de um homicídio no bairro Bela Vista, aos 14 anos. Era baliza e aluna da Escola de Educação Básica (E.E.B.) Professor Armando Ramos de Carvalho. Sua mãe, Sandra Rodrigues, compareceu ao Festival. “Só tenho a agradecer pela honra e pela homenagem a minha filha, por não deixarem sua memória ser esquecida.”

Foto: Toninho Vieira

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