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Papagaio-de-cara-roxa sai da lista internacional de espécies ameaçadas

Desde 2004 a espécie era considerada vulnerável, mas ações de conservação contribuíram para que a categoria fosse alterada para “quase ameaçada”

A atualização da Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas, da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN na sigla em inglês), reavaliou o grau de ameaça para o papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis). A publicação alterou a classificação de “vulnerável” para “quase ameaçada” e destacou as ações de conservação realizadas pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) como uma das razões para a recuperação da espécie. Em 2017, o Censo Anual do Papagaio-de-cara-roxa, realizado pela ONG nos estados do Paraná e São Paulo, registrou 7.339 indivíduos.

A espécie só existe no Brasil, em uma estreita faixa do bioma Mata Atlântica entre o Litoral Sul de São Paulo e o litoral do Paraná. Segundo a IUCN, “medidas de longo prazo podem ter contribuído para o recente aumento da população, ainda que a fragmentação do habitat e a retirada desses animais da natureza permaneçam sendo ameaças significativas”.

Em 2014 a lista brasileira de espécies ameaçadas, divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente, já havia alterado a classificação do papagaio-de-cara-roxa para quase ameaçada, ressaltando o trabalho realizado pelo Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa, da SPVS, no monitoramento da espécie e instalação de ninhos artificiais em áreas naturais. A coordenadora técnica do projeto, Elenise Sipinski, comemora o reconhecimento internacional dos esforços de preservação dos papagaios às vésperas do aniversário de 20 anos da iniciativa, em 2018.

Segundo a bióloga, as ações de educação para conservação da natureza com estudantes e professores do Paraná e de São Paulo foram outro ponto determinante no sucesso do projeto. “A recuperação que vemos na população do papagaio-de-cara-roxa é resultado também da sensibilização dos moradores e turistas da região para a proteção da espécie e das áreas naturais onde ela vive”, afirma Sipinski. Apesar do aumento na população, a coordenadora técnica do projeto alerta: “os papagaios-de-cara-roxa ainda habitam uma área muito restrita e dependem de ações de manejo para sua manutenção, como a instalação de ninhos artificiais, uma estratégia adotada pelo projeto há mais de dez anos”.

 

Foto: Zig Koch

 

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