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Digitalização do acervo fotográfico do ex-presidente revela que caixas e cápsulas do tempo eram costumes nos lançamentos de pedras fundamentais

A demolição do antigo Colégio Aristiliano Ramos tem rendido algumas histórias interessantes. Na data do lançamento da pedra fundamental do Colégio (3 de outubro de 1934), foi enterrada uma caixa de metal com um pote de vidro com documentos e moedas – na época o interventor do estado era o próprio Aristiliano. Essa caixa foi encontrada por funcionários responsáveis pela demolição do antigo colégio no último dia 20 de dezembro e levada para o Museu Histórico Thiago de Castro para recuperação dos documentos que foram guardados na cápsula.

Desde dezembro de 2017, a Fundação Cultural de Lages (FCL) tem realizado um levantamento de todo o acervo do Memorial Nereu Ramos, que além do recadastro dos pertences do ex-presidente da república, também está digitalizando todo o arquivo fotográfico de Nereu Ramos. No período em que Nereu foi interventor de Santa Catarina - 1935 a 1938 – várias inaugurações e lançamentos de pedras fundamentais aconteceram. Uma delas foi o início das obras da Colônia Santa Tereza em 1938 em São Pedro de Alcântara. Na época, a colônia foi concebida para receber pessoas que sofriam de hanseníase (lepra) e atualmente atende a pacientes de pós-operatório.

Nas fotos do lançamento da pedra fundamental, Nereu Ramos tem ao seu lado uma caixa de metal igual à encontrada em Lages no fim do ano passado. Acredita-se que eram práticas comuns, onde se a realizavam esses procedimentos nos atos de lançamentos de obras no estado, e é bem provável que instituições de Santa Catarina inauguradas nessa época tenham suas cápsulas do tempo.

Para o superintendente da FCL, Giba Ronconi, o processo de recuperação dos arquivos da cápsula do Aristiliano Ramos pode revelar mais novidades no final do mês. ”Esse primeiro processo que está sendo realizado pelo Museu Thiago de Castro é de remover toda a umidade do pote que contém moedas e o documento do lançamento da pedra fundamental. Sobre o registro dos arquivos do Memorial Nereu Ramos, nossa intenção é catalogar e deixar que a comunidade tenha acesso a essa história,” comenta.

Fotos: Acervo Memorial Nereu Ramos/Fundação Cultural de Lages / Greik Pacheco

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