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Casos sem urgência sobrecarregam o Pronto Atendimento Tito Bianchini

Fotos desfocadas para preservar pacientes e familiares.

Entre os dias 1º e 7 de julho de 2018, foram realizados 1.870 atendimentos, destes apenas 189 foram classificados como urgentes

Em média, entre 60% e 70% dos casos de pacientes que procuram o Pronto Atendimento Tito Bianchini (PA) são classificados como casos de pouca urgência. Dor de cabeça, náuseas, falta de ar, tontura, tosse e dor de garganta são alguns dos quadros clínicos mais comuns que dão entrada no PA. Muitos casos, considerados sem gravidade, acabam competindo com os que realmente precisariam de atenção naquele momento e aumentando o tempo de espera para atendimento.

“A maioria destes pacientes deveria se dirigir diretamente às Unidades de Saúde, para ter o retorno da consulta e fazer o monitoramento do tratamento”, explica Pedro Iung, diretor técnico do Pronto Atendimento. A explicação é também um alerta. É que a superlotação no PA com pacientes que poderiam ser atendidos nas Unidades de Saúde compromete o fluxo de toda a estrutura, que por ser uma unidade de urgência e emergência, foi criada para atender pacientes em situações críticas, com sintomas incomuns e agudos.

Para se ter uma ideia, entre os dias 1º e 7 de julho de 2018, foram realizados 1.870 atendimentos. Todos os pacientes que deram entrada, passaram pelo sistema de classificação que organiza o fluxo, por cores, conforme a gravidade da ocorrência. O tempo de espera para o atendimento médico pode ser imediato / emergência (vermelho), urgente (amarelo – até 60 minutos), pouco urgente (verde -  até 2h) e não urgente (azul – até 4h). No período apurado de uma semana, verificou-se que do total dos pacientes atendidos, 189 foram classificados como pouco urgente.  Outros 25 pacientes foram classificados como muito urgente.

Se por um lado, o Pronto Atendimento não pode ser utilizado em substituição ao consultório médico por estar disponível 24h, o Tito Bianchini está sobrecarregado com uma outra demanda que compromete o fluxo de atendimentos: a falta de leitos hospitalares. Desde o dia 1º de julho, todos os leitos da emergência e das salas de observação feminina e masculina estão lotadas com pacientes aguardando internamento. A maioria idosos, com problemas respiratórios ou cardíacos, que chegam a ficar até quatro dias no PA aguardando um leito hospitalar. Durante o período em que permanecem na unidade, recebem toda a atenção, com exames, medicamentos e o mesmo acompanhamento médico que deveriam receber no hospital.

Como tudo isso acontece simultaneamente, quem está do lado de fora, aguardando ser chamado para o atendimento, não faz ideia da correria para médicos, técnicos e enfermeiros para atender toda a demanda. “Não deixamos de atender ninguém que procura o Pronto Atendimento. Faremos isso sempre, mas é importante que as pessoas avaliem se de fato há necessidade de ir ao PA naquele momento ou se podem marcar uma consulta posteriormente”, destaca Iung.

O Tito Bianchini dispõe de um banner na entrada do Pronto Atendimento com as classificações de risco e a previsão de tempo para atendimento médico conforme a prioridade.

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