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Agroecologia é tema do I Seminário de Segurança Alimentar e Nutricional

Com o objetivo de provocar alerta em relação a quantidade e qualidade dos alimentos produzidos em Lages, a Secretaria de Assistência Social e Habitação, através do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), realizou na tarde desta segunda-feira (3 de dezembro), no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC/Campus Lages), o I Seminário de Segurança Alimentar e Nutricional.

Professores-doutores, trabalhadores do Banco de Alimentos, nutricionistas, produtores de alimentos, acadêmicos de diversas áreas e comunidade em geral debateram os principais desafios da agroecologia na atualidade. Além do coordenador do Consea, Hélio Furlan, os palestrantes convidados foram Álvaro Mafra, Maria Sueli Mafra e Júlio Cesar Pires Santos, ambos professores-doutores da Universidade do Estado de Santa Catarina/Centro de Ciências Agroveterinárias UDESC/Campus Lages.

Segundo Hélio Furlan, os principais assuntos estiveram ligados especialmente para a quantidade de produção, qualidade de alimentos e periodicidade de fornecimento. “A agroecologia é um sistema de produção que utiliza os biomas naturais na mesma medida em que a natureza exige de cada especialidade/cultura”, explicou. Ainda de acordo com ele, procura-se os cultivares crioulos/nativos pelo fato de serem menos transgênicos, mais resistentes as pestes e estruturados biologicamente para resistir e produzir. “Mais do que a produção de alimentos em si, este é um vetor que leva em conta a manutenção de mananciais e coopera com a diminuição do uso de fertilizantes”, explicou Hélio.

Para Álvaro Mafra, uma das ações para reduzir o número de agrotóxicos nos alimentos é ter uma agricultura com ambiente equilibrado e solo coberto. “Isso significa ter maior diversidade de espécies, menos vulnerabilidade e redução do surgimento de plantas espontâneas”, comentou Álvaro. Outro ponto evidenciado por ele foi o Sistema de Plantio Direto de Hortaliças em razão do baixo custo de produção, saúde do solo e conforto da planta. “É por meio de feiras ecológicas e programas de extensão que o produtor tem a oportunidade de mostrar e o consumidor de ver a qualidade dos alimentos”, salientou Álvaro.

Fotos: Daniel Costa

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