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Ao completar dois anos de operação, Parque Órion alcança metas de crescimento antes do previsto em razão da boa repercussão

O Parque Órion apresentou seus resultados das atividades do último ano de atuação em um encontro com empreendedores e lideranças no início da noite desta segunda-feira (10 de dezembro). Os dados foram compartilhados pelo diretor executivo, Claiton Camargo. O prefeito Antonio Ceron, o vice Juliano Poelse, e o presidente do Instituto Órion, Valmir Tortelli, estavam entre as autoridades. Uma das informações mais impressionantes é sobre o salto de empresas residentes neste período. Em outubro de 2017 o Parque abrigava quatro empresas residentes e neste ano, 27, um crescimento de seis vezes. E mais 15 empresas virtuais. Além disto, empreendimentos que se instalarão em terrenos do Parque Órion serão NDDigital, Flex Relacionamentos Inteligentes e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Atualmente, 89% do espaço do Centro de Inovação Luiz Henrique da Silveira estão ocupados. “Aqui no Órion são utilizadas metodologias de nível mundial. O planejamento era lotar o prédio em cinco anos. Grande parte destas empresas nem existiam um ano atrás. Os resultados são ótimos neste curto prazo. Há trabalho a se fazer, por exemplo, a prefeitura está arruando a parte externa ao redor do prédio, estamos preparando o futuro. A missão é desenvolver uma cultura de empreendedorismo e de economia criativa na cidade e na região serrana”, salienta Claiton Camargo.

São 61 empreendedores e mais de 140 pessoas trabalham nas empresas. São 80 colaboradores diretos com média salarial de R$ 2 mil, sendo que 78% possuem ensino superior completo e 22% estão em graduação. “O Órion é um excelente lugar para se colocar em prática as aptidões da juventude. É o lugar certo para arriscar, se lançar a novas propostas e conquistar novos voos quando se deseja apostar no próprio negócio para investimento, soluções tecnológicas que mudam a vida de quem lida com procedimentos antes mais complexos. Isto reflete em otimização, celeridade, maior produtividade e melhor aproveitamento das capacidades”, observa o prefeito Antonio Ceron.

E os números não param de ser motivo para comemoração. São mais de R$ 2 milhões de faturamento, mais de R$ 250 mil em impostos recolhidos e mais de R$ 650 mil investidos em pesquisa, desenvolvimento e engenharia não-rotineira. Em relação às patentes, são três, uma exclusividade de uso e três processos de registros.

No Sinapse da Inovação são 11 empresas da Serra premiadas, com recursos destinados na ordem de 99 mil para cada (Lages é o 3º município com o maior número de projetos no Sinapse); três empresas no Spin Exponential Business,  uma com aporte de R$ 150 mil, e no edital CNI são quatro empresas com valor de R$ 400 mil no total como aplicações. O espaço já sediou mais de 300 eventos.

No Parque Órion diariamente se trabalha na superação dos seguintes desafios: Articular o ecossistema de inovação, apoiar projetos e novas ideias, fomentar o empreendedorismo, incentivar a inovação, apoiar os demais habitats do ecossistema, estabelecer networking e estimular o desenvolvimento econômico regional endógeno.

O Parque Órion oferece estrutura física do Centro de Inovação - incubação de empresas e projetos inovadores, 12 mentorias e programas de fomento à inovação e ao empreendedorismo, espaços de coworking, auditórios e laboratórios, eventos e treinamentos, aceleração, endereço fiscal e networking, além de doação de terrenos para empresas e equipamentos que contribuem ao ecossistema de inovação. É possível participar do Órion através de algum dos sete editais e concessão de terreno.

Os 15 programas do Parque Órion foram detalhados durante a explanação da noite desta segunda, entre eles Gênesis (um dos cases é o Cidade Empreendedora, uma parceria entre o Serviço Brasileiro de Apoio ás Micro e Pequenas Empresas - Sebrae e a prefeitura de Lages) , OrionLab, Reuni, Reuni Experience e Orion Connect. Na solenidade houve, ainda, o lançamento do livro “Liderança nos Parques Científicos e Tecnológicos”, de Roberto Amaral.

90 mil metros quadrados

O pioneiro entre os 13 Centros de Inovação idealizados e a serem construídos em Santa Catarina pelo Governo do Estado, o Parque Tecnológico consiste em uma área aproximada de 90 mil metros quadrados. Além de possuir terrenos para instalação de novas empresas, abriga o Centro de Inovação público. A parte física é dotada de nove alas de reuniões, quatro auditórios, sala de jogos, ampla área de convivência incluindo um deck, cafeteria, coworking e ambiente para videoconferência.

Lages foi o primeiro Centro de Inovação a ser entregue à sociedade, em 2016, depois foi o de Jaraguá do Sul, em junho deste ano. Ao todo, haverá unidades em Blumenau, Brusque, Chapecó, Itajaí, Joaçaba, São Bento do Sul,  Tubarão, CriciúmaJoinvilleRio do Sul e Florianópolis.

Texto e fotos: Daniele Mendes de Melo

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