O Centro de Educação Profissional (Cedup) Caetano Costa, o tradicional Colégio Agrícola de São José do Cerrito, na Serra Catarinense, completou 86 anos nesta quarta-feira, dia 24 de junho. Uma série de ações foi realizada com a comunidade escolar para celebrar a data.
As comemorações contaram com celebração religiosa, apresentações culturais, atividades recreativas e festa junina. Os festejos contaram com a presença de autoridades como a diretora de Ensino Agrotécnico da Epagri, Andréia Meira; e o gerente regional de Educação, professor Armando José Duarte.
A instituição também recebeu uma nova sala de informática com investimento de R$174 mil por parte da Epagri que, desde 2025, numa gestão compartilhada com a Secretaria de Estado da Educação, está à frente dos cinco Cedups agrotécnicos de Santa Catarina, localizados nos municípios de Água Doce, Campo Erê, Canoinhas, São José do Cerrito e São Miguel do Oeste.

(Fotos: Pablo Gomes/Epagri)
Uma história na Serra Catarinense
Fundado em 24 de junho de 1940, o então Colégio Agrícola Caetano Costa funcionou por quase quatro décadas no espaço onde hoje está o Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), no bairro Conta Dinheiro, em Lages. Até que, em 1979, foi transferido para o município de São José do Cerrito, no local onde permanece até hoje, na localidade de Itararé, às margens da rodovia BR-282.
Em março de 2000 a nomenclatura da escola passou de Colégio Agrícola para Centro de Educação Profissional (Cedup) Caetano Costa. A homenagem a Caetano Costa foi mantida, numa reverência ao lageano nascido em janeiro de 1870 e que foi jornalista, militar, vereador, prefeito e seis vezes deputado estadual.

Ensino agrotécnico prepara e qualifica os jovens
A instituição tem uma estrutura de escola-fazenda, onde se destaca um modelo educacional centrado no fazer reflexivo, aplicando o conhecimento nos laboratórios didáticos e preparando o estudante pautado em situações reais da agricultura e da vida.
A escola possui uma área de 173 hectares, onde desenvolve atividades como olericultura, fruticultura, bovinocultura de corte e de leite, suinocultura, ovinocultura, piscicultura, apicultura, silvicultura, jardinagem e paisagismo, avicultura de corte e de postura, culturas anuais, permacultura e indústrias rurais.
A escola conta com salas de aula, biblioteca, refeitório, grêmio estudantil, laboratórios, ginásio, quadras desportivas e alojamento. Atualmente, a instituição conta com 222 alunos e 80 profissionais, entre professores e demais servidores.



Por Pablo Gomes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc




