Espetáculo será apresentado gratuitamente no Sesc, às 15h, e contará com intérprete de Libras
A apresentação do espetáculo “Kasperl e o Pão que o Diabo Amassou”, neste sábado (8), em Lages, marca a 15ª e última sessão da circulação da Cia. Alma Livre por Santa Catarina. Com a apresentação na Serra Catarinense, a turnê encerra um circuito por 12 cidades, reunindo cerca de mil espectadores e registrando lotação máxima em metade das sessões. O encerramento será realizado às 15h, no Sesc de Lages, com entrada gratuita e intérprete de Libras.
No palco, os atores e bonequeiros Mery Petty, Nicoli Pereira e Vinícius da Cunha apresentam uma releitura contemporânea do Kasperl, personagem clássico do teatro de bonecos alemão. Na trama, um reino enfrenta a fome e o rei recorre ao irreverente boneco de luva para garantir a produção de pães. A missão, porém, é ameaçada por um ladrão que rouba o trigo e por um diabo que tenta sabotar a alimentação do povo. Com humor, música ao vivo e interação com a plateia, o espetáculo aborda temas como solidariedade, justiça e o direito à alimentação.
A circulação representa uma conquista importante para a Cia. Alma Livre, fundada em Jaraguá do Sul e que completa 20 anos de trajetória em 2027. Um dos principais trabalhos do grupo, “Kasperl e o Pão que o Diabo Amassou” levou cerca de dez anos para chegar aos palcos, após sucessivas tentativas de aprovação em editais de fomento.O projeto foi viabilizado após ser contemplado por meio da Lei nº 17.942, de 12 de maio de 2020, e conta com o incentivo das empresas Grupo Tigre, Urbano Alimentos e Grupo Kyly.
“O Kasperl faz parte de uma tradição centenária do teatro de bonecos e poder levá-lo gratuitamente a tantas cidades, encontrando salas cheias e um público tão participativo, reforça a importância de investir na cultura e na formação de plateias”, afirma a atriz e bonequeira Mery, fundadora da Cia. Alma Livre ao lado de Nicoli.
Para Nicoli, a circulação também simboliza o amadurecimento artístico da companhia. “Ao longo desses anos, aprendi muito com a Mery. Desde técnicas artesanais, como pintura e acabamento de cenários e bonecos, até algo muito mais importante: a valorização do artista e a profissionalização do nosso trabalho. Sempre buscamos tratar o teatro como profissão.”
Vinícius afirma que participar da circulação reforçou sua admiração pelo trabalho desenvolvido pelo grupo. “O que sempre mais me marcou na companhia foi a qualidade técnica da manipulação dos bonecos. Ver esse cuidado presente em cada apresentação do Kasperl e perceber a resposta do público ao longo da turnê foi uma experiência muito especial.”




