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Um levantamento do Sebrae/SC mostrou que as microempresas (ME) foram as
responsáveis pela maior parte dos empregos gerados no estado de janeiro a novembro de 2025,
com 60,5% do total. Em segundo lugar, vêm as empresas médias e grandes (MGE), com 28,2%
do montante. O governo (5,9%) e as empresas de pequeno porte (EPP), organizações sem fins
lucrativos (SFL) e outros (5,4%), seguem representando uma porcentagem menos significativa.
“As microempresas têm um papel essencial na economia catarinense, não apenas pela
capacidade de gerar empregos, mas também por estarem mais próximas das comunidades,
refletindo o espírito empreendedor do estado”, destaca o gerente de Gestão Estratégica do
Sebrae/SC, Roberto Füllgraf.
Houve um crescimento do emprego formal no estado em 2025, com mais de 106 mil novas
vagas com carteira assinada sendo ofertadas entre janeiro e novembro, segundo o Cadastro Geral
de Empregados e Desempregados (CAGED). O saldo positivo é resultado das 1,63 milhão de
admissões e 1,52 milhão de desligamentos.
Os dados apontam que existe uma sazonalidade na geração de empregos, com
crescimento no primeiro trimestre e desaceleração ao longo do ano. O mês de fevereiro foi o
protagonista na geração (+30.429) e o mês de maio ficou com o pior resultado (-219).
Já o ranking setorial aponta que ‘Serviços’ é o principal motor do emprego em SC e o único
setor sem meses negativos no período, com 53.602 novas vagas, ou seja, 50,1% do saldo
acumulado. Na sequência vem Indústria, com 22% do total, Comércio com 14,7%, Construção
com 9,8% e Agropecuária com 3,3%.
SALDO POR REGIÃO
A Grande Florianópolis foi a região do estado que mais gerou empregos em números
absolutos, com 22.211 novos postos de trabalho no período. A região foi seguida pela Foz do Itajaí
(20.176), Norte do estado (15.851), Sul (12.844) e Oeste (11.547). Já quando é observado o saldo
proporcional à população, ou seja, em números per capita, a Foz do Itajaí se destaca,
apresentando o maior crescimento do estado, de 17,67 novos empregos por mil habitantes. Em
contrapartida, a Serra Catarinense registrou os menores índices relativos de geração de empregos
(9,20).
Fonte: Sebrae/SC