Contagem regressiva para lançamento do maior complexo avícola da Serra Catarinense

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Após meses de negociações, tramitação de projeto de lei na Câmara de Vereadores e um criterioso processo de licenciamento ambiental junto ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), será lançado oficialmente nesta quinta-feira (21), em Capão Alto, o maior complexo avícola da Serra Catarinense. O evento acontece no restaurante Queijo & Cia e marcará o início de um empreendimento considerado estratégico para o desenvolvimento econômico regional.

O projeto pertence ao Grupo Rossi Agronegócios e terá o nome de Granja 7 de Setembro. O complexo será instalado às margens da SC-390, a cerca de nove quilômetros do centro de Capão Alto, no sentido a Campo Belo do Sul. A implantação contará com investimento estimado em R$ 75 milhões e deverá gerar aproximadamente 100 empregos diretos e outros 150 indiretos já na fase de construção.

Em uma área superior a dois milhões de metros quadrados, o complexo agroindustrial foi planejado para ser referência em tecnologia, biossegurança e sustentabilidade. A estrutura contempla Área de Preservação Permanente (APP), aviários de recria e produção, corredor sanitário, cortinas vegetais internas e externas, áreas de desinfecção, silagem, espaço de conveniência e treinamento, além de seis núcleos de gestão agroindustrial.

A prefeita de Capão Alto, Sadiana de Arruda Melo Coelho Lopes, destacou o empenho do município para viabilizar o investimento. “Entre as exigências do empreendimento estavam energia trifásica, terraplenagem da área, melhorias nas estradas e incentivos fiscais. Trabalhamos para garantir todas as condições necessárias e assegurar que esse investimento se tornasse realidade”, afirmou.

Além da infraestrutura, o município será parceiro em ações de capacitação e qualificação de mão de obra, fortalecendo a geração de empregos e o desenvolvimento regional. O empreendimento é considerado pioneiro na Serra Catarinense e desponta como o maior projeto de agroindústria avícola da região.

Complexo terá 24 barracões

O complexo será formado por seis núcleos, sendo quatro destinados à produção e dois à recria. Cada núcleo contará com quatro barracões, totalizando 24 unidades.

Nos núcleos de produção, cada área edificada terá cerca de 26,7 mil metros quadrados. Já os núcleos de recria terão aproximadamente 29 mil metros quadrados cada.

Todo o acesso ao empreendimento será monitorado e controlado, obedecendo rigorosos padrões sanitários internacionais. E cada núcleo contará com um responsável residente para garantir o cumprimento das normas sanitárias e operacionais.

Segundo o empresário Alexandre Silva, responsável pelos licenciamentos, essa etapa do processo se inicia nos próximos dias. “A Parceria Ambiental vai iniciar em breve os estudos para protocolar junto ao órgão ambiental estadual e obter a licença de instalação”, informou.

O controle sanitário da unidade será extremamente rigoroso. Cada núcleo terá um gestor residente, responsável pelo acompanhamento das aves, das equipes e de toda a operação. A exemplo de outras unidades do grupo.

O Grupo Rossi Agronegócios mantém parceria comercial de longa data com a Seara Alimentos e a JBS. Toda a produção de ovos férteis da nova unidade será destinada às plantas industriais das duas empresas espalhadas pelo Brasil.

A metodologia operacional da Granja 7 de Setembro será apresentada pelo empresário Bruno Henrique de Rossi durante o evento de lançamento, que reunirá autoridades, imprensa e convidados.

Atualmente, o Grupo Rossi Agronegócios opera três granjas com mais de 30 aviários. Entre elas estão a unidade Sorriso, em Rio Verde (GO), com plantel de 145 mil galinhas poedeiras e produção diária entre 80 mil e 90 mil ovos incubáveis; a Granja Mangabeira, também em Rio Verde (GO), com capacidade para produção de 1,3 milhão de frangos a cada 60 dias e a Granja Teles Pires, em Lucas do Rio Verde (MT), que produz cerca de 2,1 milhões de frangos no mesmo período.

Em Capão Alto, a previsão inicial da Granja 7 de Setembro é operar com plantel de 230 mil matrizes e produção anual estimada em 48 milhões de ovos férteis. O faturamento anual projetado varia entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões.

Texto: Onéris Lopes

Foto: Internet

Assessoria de Comunicação Amures

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