Mais de 50 pessoas estão em abrigos montados pela prefeitura em decorrência de alagamentos na cidade

Por Luiz Del Moura

Nos abrigos as famílias recebem todo o suporte necessário para passar os dias até que consigam retornar para suas casas. São servidas quatro refeições diárias, estrutura com colchões para pernoitar e banho quente

As famílias desalojadas devido às inundações ocorridas entre sexta-feira e sábado (10 e 11), permanecem nos abrigos montados pela Prefeitura de Lages, por meio da parceria entre a Secretaria de Assistência Social e Defesa Civil Municipal. Aproximadamente 52 pessoas recebem assistência nos abrigos montados no ginásio Jones Minosso, na Associação de Moradores do bairro Caça e Tiro e no Acolhimento Pop, localizado no Centro.

O sol voltou a aparecer neste domingo e, aos poucos, o nível do rio Carahá, que chegou ao auge de 6.56 metros no sábado, vai baixando. Na manhã desta segunda-feira (20) o nível do rio, computado pela Defesa Civil de Lages às 14h25, foi de 5.04 metros. Os pontos críticos de alagamentos diminuíram, embora muitos terrenos permaneçam inacessíveis.

No ginásio Jones Minosso estão abrigadas seis famílias, com 22 pessoas. Já na Associação de Moradores do bairro Caça e Tiro estão seis famílias com 23 pessoas, sendo 10 crianças e um bebê. No Acolhimento Pop estão abrigados sete adultos e duas crianças. Os bairros mais afetados pela enchente são o Caça e Tiro, Habitação, Universitário e Vila Nova. Ao todo, 19 bairros sofreram as consequências do temporal, com alagamentos, deslizamentos de terra, destelhamentos, enxurradas e interdição de residências.

Nos abrigos as famílias recebem todo o suporte necessário para passar os dias até que consigam retornar para suas casas. São servidas quatro refeições diárias (café da manhã, almoço, café da tarde e jantar), estrutura com colchões para pernoitar e banho quente. “Aqui somos muito bem tratados. É o que alivia nosso sofrimento, mas o que a gente queria mesmo é poder voltar para nossas casas, limpar e começar tudo de novo”, diz Verônica da Silva Macedo.

Ela está abrigada no ginásio Jones Minosso com mais seis pessoas da mesma família (a irmã, sua mãe e três crianças, de 11, 7 e 3 anos de idade). “A água subiu de repente, não deu tempo de salvar nada. Pegamos apenas algumas roupas para as crianças terem o que vestir”, conta. Esta é a terceira vez, somente neste ano, que Verônica passa por esta situação de ter que recomeçar do zero após perder tudo na enchente. “Sempre que isso acontece agradecemos a solidariedade das pessoas que nos ajudam com doações e a prefeitura, que nos acolhe até que possamos retomar nossas vidas”, diz.

Distribuição de kits de emergência

Todas as pessoas cadastradas pela Defesa Civil, independente se está acolhida em abrigos ou não, têm direito a receber um kit emergencial, que conta com itens de cesta básica, produtos de limpeza e colchões. Os kits são oriundos do governo do Estado.

O Município decretou Situação de Emergência devido aos significativos danos e prejuízos causados pelos últimos temporais ocorridos. As pessoas atingidas têm um prazo de 48h para relatar à Defesa Civil o ocorrido. A equipe vai até o local fazer a vistoria e o cadastro das famílias para que estejam aptas a receber os kits. Este registro é importante também para a possibilidade de serem liberados recursos do FGTS aos atingidos.

Os telefones para chamadas em caso de necessidade e emergência são os seguintes:199; 3019-7477; 3019-7479 e o 99836-1702 (celular de Plantão).

Texto: Aline Tives

Fotos: Nilton Wolff

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