Acalento busca parceria social em prol de crianças e adolescentes de abrigo institucional

Por Luiz Del Moura

O projeto Acalento está embasado na Constituição Federal, no que preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente

O projeto Acalento, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social em parceria com o Poder Judiciário, foi apresentado à comunidade lageana na quinta-feira à noite, no CCJ da Uniplac. O projeto tem por objetivo, basicamente, a reinserção de crianças e adolescentes ao convívio familiar e comunitário, após elas terem passado pelo acolhimento institucional (abrigo).

Presentes ao ato oficial de lançamento da retomada do projeto, a secretária municipal de Assistência Social, Cláudia Bassin, disse que as crianças e adolescentes dos abrigos institucionais, mantidos pela Prefeitura com supervisão do Ministério Público, têm a demanda de parceria da comunidade para que o acolhimento das crianças e adolescentes evoluam para a inserção familiar e comunitária.

Ou seja, a partir do momento em que elas têm a oportunidade de conhecerem outras realidades, diferentes das de suas famílias, onde o vínculo afetivo prevaleça, isso impactará positivamente em suas vidas.

Para o promotor da Vara da Infância e Juventude, Giancarlo Rosa Oliveira, o projeto Acalento precisa ser contínuo e ter efetiva participação da sociedade. Ele disse que estudo neurocientífico comprova que o afeto gera segurança. O afeto, fruto de um sadio convívio familiar e comunitário, fará com que as crianças e adolescentes superem os traumas por que passaram.

O projeto Acalento é embasado na Portaria n. 6/2017 instituída pela Comarca de Lages e tem como objetivo o convívio afetivo de crianças e adolescentes, através do engajamento de padrinhos e madrinhas, os quais serão uma ponte entre o abrigo institucional e o convívio familiar e comunitário. Além disso, o projeto busca padrinhos e madrinhas provedores e prestadores de serviços em prol de seus afilhados.

“O Acalento chama a atenção dos cidadãos lageanos para um olhar sensível às crianças e adolescentes que vivenciaram as mais diversas situações de violação aos seus direitos fundamentais e os colocaram em lugares de desproteção e vulnerabilidade a partir do espaço que mais deveria protegê-los, a família”, fala Cláudia Bassin.

Deste modo, padrinhos e madrinhas podem apoiar crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional de variadas formas – pela prestação de serviços, suporte financeiro e/ou afetivamente. Estas maneiras de apadrinhamento visam aprimorar a qualidade de vida dos afilhados, na intenção de contribuir com seu desenvolvimento integral e fortalecer a autoestima.

Texto: Iran Rosa de Moraes

Fotos: Nilton Wolff

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